Tiago Largo

Aluna de intercâmbio do IPL


“Por que não viajar dez mil milhas em vez de ler dez mil livros”

Em primeiro lugar quero agradecer ao IPM e ao IPCB a oportunidade de ter estudado em Macau e a conhecido esta Terra e as suas Gentes, sem o apoio na viagem por parte do IPCB e a bolsa do IPM durante a estadia, não teria sido para mim possível.

A nossa recepção por parte do Politécnico desde os colegas aos professores, aos funcionários das residências foi extremamente afável, estar em Macau foi como estar em casa. A excepcional recepção que tivemos, tanto em condições físicas como logísticas, em grande parte graças á Isabel a responsável pela nossa estadia, que possibilitou a nossa plena adaptação em pouco tempo, mesmo estando tão longe dos nossos amigos e família e também dos nossos costumes.

(Colegas Portugueses com a Isabel numa visita a Macau)

A cada passo de uma vida de caminhos, aprende-se uma nova palavra, um novo significado, uma nova visão do que antes julgávamos inexistente ou inestimável, citando um provérbio chinês transmitido pelo meu colega Fai Ho “Por que não viajar dez mil milhas em vez de ler dez mil livros”, estas foram páginas de um livro com imenso conteúdo que aqui preenchi, mas também conhecimento fundamentado para escrever muitíssimas mais no futuro.


No Politécnico de Macau nota-se uma cultura de exigência e de consistência, reconhecida pelo mérito, sendo realmente na minha opinião imensas as melhorias que a mesma poderia trazer se em Portugal fosse adoptada, seriamos realmente muito melhores em vários domínios.


Ao iniciar o ano lectivo existem cerimónias de entrega de diplomas aos alunos que terminam os seus cursos mostrando o resultado do trabalho realizado ao longo dos anos que passaram na Instituição e que mostram que valeu a pena. Parece algo importante para quem acaba, sim é realmente importante mas muito mais importante para quem começa, o exemplo do que se quer alcançar incrementando a motivação e os métodos para a conseguir.

O acolhimento é realizado pelo Politécnico e pelos estudantes sob a coordenação da Instituição, sob a forma de viagens pela cidade e jogos de orientação e de entre outras
actividades entre alunos e professores, que cria um ambiente de entreajuda e com um respeito exemplar entre todos.


Turma de Introdução á Computação

Jantar com os Colegas do IPM

Como um dia me ensinou um Amigo, nas diversas caminhadas da vida não interessa onde ser chega mas sim o caminho, não é pela distância que percorremos que vamos ser melhores estudantes, mas com certeza vamos ser estudantes diferentes, capazes de responder de forma diferente as solicitações das realidades pessoas e profissionais que durante a nossa vida irão surgir.


A desmistificação das culturas foi algo muito importante nesta estadia em Macau, apesar de terem costumes diferentes e pontos de vista relativamente a vários aspectos a população são senão mais do que pessoas que tem uma igual simpatia e generosidade de alguém que viva em qualquer vila ou cidade do interior ou do litoral de Portugal.


Um conselho que deixo a Macau, é que invista o que conseguir em conhecimento e cultura, isso nenhuma agência de rating poderá desvalorizar (está na moda na Europa nestes tempos), como diz a Dona Madalena (pessoa sábia da minha vila), a educação é bem mais seguro que os pais podem deixar para os seus filhos, pois nunca irão vender, criar silvas (planta que cresce nas terras de cultivo deixadas ao abandono), e ser-lhes-á para sempre útil por toda a sua vida.
O IPM dá e poderá dar ainda mais no futuro um contributo para que o futuro de todos os vossos filhos ainda seja melhor que o presente dos pais, desejo-vos sorte porque empenho, trabalho, e união já tem imenso.


A melhor maneira que encontrei em Macau para comunicar, foi sem dúvida sorrir, e sem dúvida comunicar assim é algo extraordinariamente simples e universal, mesmo sem por vezes expressarmos por palavras o que queríamos transmitir, o sorriso trazia para o diálogo a chave da solução, e de um modo ou de outro, palavras ou por gestos tudo se resolvia.


Com um sorriso no coração me despeço de Macau, e saibam que em cada noite que o Farol da Guia iluminar Macau, terá um pouco do sorriso do meu olhar, um sorriso do com rasto de saudade e de fraternidade que do que aqui vivi, páginas iluminadas e preenchidas por sorrisos.


Bem-haja Macau.